As fortes chuvas que atingem Pernambuco nos últimos dias, deixando famílias desalojadas, comunidades ilhadas e municípios em estado de atenção, também têm revelado um outro movimento, desta vez nos bastidores da política estadual.
Faltando pouco mais de cinco meses para o início do calendário eleitoral de 2026, pré-candidatos, lideranças políticas e grupos de apoio parecem ter encontrado na crise climática uma oportunidade para reforçar presença pública e permanecer na memória do eleitor.
Nas redes sociais, pronunciamentos oficiais e publicações de apoiadores, tornou-se comum a divulgação de mensagens destacando que “fulano ligou”, “ciclano está acompanhando de perto” ou “beltrano está atento às demandas da população”. Embora apresentadas como prestação de contas ou demonstração de preocupação institucional, as mensagens têm levantado questionamentos sobre uma possível antecipação da disputa eleitoral.
Especialistas em comunicação política avaliam que, em momentos de crise, a exposição pública pode se transformar em ativo eleitoral, principalmente quando ações institucionais passam a ser associadas diretamente a nomes que já aparecem no radar das eleições do próximo ano.
Um dos exemplos que chamou atenção foi o do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, que logo nas primeiras horas das chuvas publicou em suas redes sociais que havia entrado em contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do senador Humberto Costa, para discutir ações diante da situação enfrentada pelo estado.
Coincidência ou estratégia, o fato é que, em Pernambuco, a água ainda não baixou, e, ao que tudo indica, a temperatura da corrida eleitoral já começou a subir.
Alexandre Santos
MINISTRO DAS CIDADES LIGA PARA MIRELLA E GARANTE APOIO A OLINDA APÓS FORTES CHUVAS