A história do Sexteto Alvorada Pernambucana é também a história de como a música transforma destinos. Formado por mulheres instrumentistas que unem a tradição popular de Pernambuco à estética da música de câmara, o grupo carrega em sua formação um elo importante com um dos mais reconhecidos projetos sociais de formação musical do Brasil: a Orquestra Criança Cidadã.
Das seis integrantes do sexteto, quatro tiveram sua formação dentro do projeto: Lara Peures, Ingrid Gabriela, Alice Coutinho e Geyphanne Pereira. Ainda muito jovens, elas fizeram parte da orquestra que já levou a música pernambucana e brasileira para importantes palcos do mundo.
Um dos momentos mais marcantes dessa trajetória aconteceu em outubro de 2025, quando participaram de uma apresentação histórica na Praça de São Pedro, no Vaticano, diante de milhares de pessoas e na presença do Papa Leão XIV. O concerto integrou a programação cultural internacional e reuniu músicos brasileiros em um espetáculo que emocionou o público europeu.
Hoje, essas musicistas utilizam toda essa formação para um novo desafio artístico: integrar o Sexteto Alvorada Pernambucana, projeto inovador que transforma clássicos da cultura pernambucana — como frevos, cirandas e maracatus — em arranjos sofisticados para música de câmara.
A única integrante que não passou pela Orquestra Criança Cidadã é a percussionista Angélica Lins, artista com trajetória consolidada na música e na dança, conhecida por seu trabalho com a percussão e pela difusão do frevo. Sua presença traz ao grupo uma conexão direta com a tradição rítmica pernambucana.
O encontro dessas trajetórias cria um sexteto que simboliza a força da formação cultural, o protagonismo feminino e a reinvenção da música pernambucana em linguagem erudita, provando que a cultura popular pode dialogar com os palcos mais sofisticados do mundo.
Foto de Theo Holanda.
Alexandre Santos
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