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LIA DE ITAMARACÁ RECEBE DIPLOMA BERTHA LUTZ E LEVA A CIRANDA AO SENADO FEDERAL

Alexandre Santos Alexandre Santos Seguir Publicado em 31/03/2026 · 1 mins de leitura
LIA DE ITAMARACÁ RECEBE DIPLOMA BERTHA LUTZ E LEVA A CIRANDA AO SENADO FEDERAL
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Na manhã desta terça-feira (31), o Senado realizou a entrega do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, honraria concedida a personalidades que se destacam na defesa dos direitos das mulheres e na promoção da igualdade de gênero no Brasil. Entre as homenageadas deste ano está Lia de Itamaracá, indicada pela senadora Teresa Leitão. Nesta edição, foram 15 agraciadas, entre elas a atriz Laura Cardoso.

“Lia tornou-se referência em debates sobre gênero, identidade, cultura e território, sendo frequentemente convidada a participar de eventos, projetos educativos e iniciativas culturais que promovem a valorização das mulheres, o respeito à diversidade e à igualdade de direitos. Sua trajetória inspira gerações de mulheres artistas e lideranças comunitárias, reforçando a importância da ocupação feminina nos espaços culturais, sociais e políticos”, afirma a senadora Teresa Leitão, destacando que a escolha ultrapassa a dimensão artística e reconhece um legado de impacto social e cultural.

Cantora, compositora e mestra da cultura popular pernambucana, Lia é Patrimônio Vivo de Pernambuco e reconhecida como o maior nome da ciranda no país. Ainda antes de lançar o primeiro álbum “A Rainha da Ciranda”, na década de 1970, já desenhava na areia da praia que inspira o seu nome artístico os primeiros traços de uma história que entrelaça arte, educação e identidade, afirmando a ciranda como expressão coletiva, memória viva e linguagem de resistência.

Ao indicá-la para o Diploma Bertha Lutz, Teresa Leitão reconhece não apenas uma grande artista, mas uma mestra que reafirma e reinventa saberes. Símbolo da potência feminina, sobretudo negra e nordestina, Lia de Itamaracá transforma a música em um lugar de encontro, pertencimento e afirmação cultural. Sua presença atravessa gerações, fortalecendo a autoestima, a autonomia e o protagonismo das mulheres.

O prêmio, que leva o nome de Bertha Lutz, bióloga, diplomata e uma das principais lideranças feministas do país, reconhece trajetórias que ampliam a participação feminina na vida pública e contribuem para a transformação social.

Foto: Mariana Leal