Um menino de 8 anos morreu na manhã da terça-feira (7) após um quadro grave de saúde que, segundo relato da família, não recebeu o atendimento esperado no Hospital da Criança do Recife. A criança faleceu no Hospital Geral de Areias, após complicações provocadas por meningite. O caso foi levado ao gabinete do vereador Eduardo Moura pelo pai do menino, Adjair Pereira Costa.
De acordo com a denúncia feita pela família, os primeiros sintomas surgiram ainda na sexta-feira, quando a criança apresentou fortes dores de cabeça. Já na segunda-feira (6), com o agravamento do quadro, o menino foi levado à UPA de Jardim Paulista. No local, conforme o pai, ele recebeu apenas medicação para febre, sem a realização de exames, e foi liberado com diagnóstico de quadro viral.
Ainda segundo o relato, na mesma noite surgiram manchas vermelhas pelo corpo da criança, além de uma piora significativa no estado de saúde. Diante da gravidade, a família decidiu buscar atendimento no Hospital da Criança do Recife, unidade localizada próxima à residência. Ao chegar ao local, porém, o atendimento não teria sido realizado. O pai afirma que foi informado por um vigilante de que a unidade não recebia casos de emergência sem encaminhamento prévio.
Sem conseguir atendimento na unidade, a família levou o menino ao Hospital Geral de Areias. Lá, a criança deu entrada ainda consciente. Inicialmente, houve suspeita de dengue, mas, com a evolução do quadro, os médicos passaram a tratar o caso como meningite. Apesar do início do tratamento, o estado clínico se agravou rapidamente, e o menino não resistiu antes de ser transferido.
Em declaração marcada por indignação e dor, o pai cobrou providências da gestão municipal e responsabilização pelo que aconteceu. Segundo ele, a estrutura apresentada à população não corresponde à realidade enfrentada por quem precisa de atendimento de urgência. A fala expõe o sentimento de revolta da família, que agora pede justiça diante da perda irreparável.
Após receber a denúncia, o vereador Eduardo Moura foi até o Hospital da Criança do Recife para buscar esclarecimentos. No local, segundo ele, a gerência informou que a unidade ainda funciona com serviços restritos, tanto em relação à equipe quanto aos turnos de atendimento.
Diante do que ouviu, o parlamentar criticou duramente a estrutura da unidade e afirmou que o hospital não teria condições de receber casos de emergência. A declaração reforçou a cobrança pública por respostas sobre o funcionamento do equipamento de saúde e sobre a assistência ofertada à população infantil da capital.
O caso provoca forte comoção e reacende o debate sobre a rede pública de saúde, especialmente no atendimento pediátrico de urgência. Enquanto a família busca justiça, a morte da criança levanta questionamentos sobre protocolos de acolhimento, capacidade operacional das unidades e a responsabilidade do poder público diante de situações emergenciais.
Alexandre Santos
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