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VERITÁ APONTA EMPATE ENTRE RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS NA DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO

Alexandre Santos Alexandre Santos Seguir Publicado em 05/04/2026 · 2 mins de leitura
VERITÁ APONTA EMPATE ENTRE RAQUEL LYRA E JOÃO CAMPOS NA DISPUTA PELO GOVERNO DE PERNAMBUCO
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A disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026 aparece, neste momento, marcada pelo equilíbrio. Pesquisa do Instituto Veritá, realizada entre 24 e 30 de março com 2.010 eleitores, mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) em empate no cenário estimulado, ambos com 35,4% das intenções de voto. Na sequência aparecem Anderson Ferreira (PL), com 5,3%, Ivan Moraes (PSOL), com 3,5%, Gilson Machado (PL), com 3,2%, Eduardo Moura (Novo), com 2,5%, e Alfredo Gomes (Rede), com 0,2%. Além disso, 9,3% disseram não saber ou não responderam, enquanto 5,1% afirmaram votar em branco ou nulo.

Antes mesmo da apresentação da lista de candidatos, a pesquisa já revela um ambiente de indefinição política no estado. Quando questionados se já têm um nome para governador, apenas uma minoria responde positivamente, enquanto a maior parte do eleitorado ainda se mostra em fase de observação. No voto espontâneo, Raquel Lyra aparece com 19,1%, João Campos com 13% e os demais nomes surgem de forma residual. O dado mais forte, porém, é outro: 66,7% dos entrevistados não souberam responder, o que indica que a corrida ainda está longe de consolidada e segue bastante aberta para movimentações políticas e eleitorais nos próximos meses.

A pesquisa também mediu a segunda intenção de voto, ou seja, para qual nome o eleitor migraria caso excluísse sua escolha principal. Nesse cenário, Raquel Lyra e João Campos voltam a empatar, ambos com 15,6%. Depois aparecem Anderson Ferreira, com 12,1%, Gilson Machado, com 10%, Eduardo Moura, com 7,2%, Ivan Moraes, com 5,3%, e Alfredo Gomes, com 3,7%. O levantamento ainda mostra 18% de NS/NR e 12,5% de branco ou nulo nesse recorte, reforçando que há uma faixa relevante do eleitorado sem posição firme.

Outro ponto importante da pesquisa é a rejeição, indicador que costuma ter peso decisivo em campanhas majoritárias. Quando perguntados em qual candidato não votariam de jeito nenhum, os entrevistados colocaram João Campos na liderança da rejeição, com 25,4% das menções totais. Em seguida aparecem Anderson Ferreira, com 16,1%, Raquel Lyra, com 12,8%, Gilson Machado, com 11,4%, Alfredo Gomes, com 9,5%, Ivan Moraes, com 4,7%, e Eduardo Moura, com 4,4%. O dado mostra que João se mantém competitivo na dianteira, mas também entra na disputa carregando a maior barreira de rejeição entre os nomes testados.

Na prática, o levantamento desenha uma eleição que tende a ser polarizada entre a força institucional da atual governadora e o capital político de João Campos no campo oposicionista, mas ainda com muito espaço para mudanças. O empate no voto estimulado, a indefinição expressiva no espontâneo e o peso da rejeição indicam que a sucessão estadual ainda está em aberto e deve passar por novas reacomodações até o início oficial da campanha.

A pesquisa do Instituto Veritá tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro TRE-PE-02184/2026 / TSE BR-04215/2026. Segundo o documento, o levantamento foi realizado por meio de unidade automatizada de respostas, com tecnologia de reconhecimento de voz e transcrição de áudio, e teve como base dados do Censo do TSE 2024, Censo 2022, PNAD e PNADC.

Com informações da CNN Brasil.