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PASTOR RÔMULO SANTOS UNE FÉ, AÇÃO SOCIAL E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA NA RMR

Alexandre Santos Alexandre Santos Seguir Publicado em 02/02/2026 · 2 mins de leitura
PASTOR RÔMULO SANTOS UNE FÉ, AÇÃO SOCIAL E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA NA RMR
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Aos 25 anos de idade, o pastor Rômulo Santos tem se consolidado como uma jovem liderança religiosa e comunitária na Região Metropolitana do Recife. Com cinco anos de tempo de pastoreio após ter assumido anteriormente a posse missionária, ele atua de forma contínua na promoção de ações sociais e no fortalecimento de vínculos comunitários, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social.

Há mais de três anos, Rômulo desenvolve trabalho social voltado ao atendimento de famílias em situação de risco, com destaque para campanhas beneficentes de arrecadação e distribuição de cestas básicas, além de outras iniciativas solidárias. As ações acontecem em Recife, Olinda e regiões vizinhas, sempre com o objetivo de contribuir levando alimentos, apoio e serviços essenciais a quem mais precisa. Os cultos conduzidos pelo pastor são realizados no Janga, onde a igreja mantém presença ativa e diálogo permanente com a comunidade local.

Nos últimos dias, o pastor passou a ser alvo de críticas após declarar apoio político ao ex-prefeito de Olinda, Professor Lupércio, que se coloca como pré-candidato a deputado estadual. A manifestação, feita de forma pública e transparente, reacendeu o debate sobre o papel das igrejas e de seus líderes no campo político.

Especialistas e lideranças religiosas lembram que pastores, igrejas e fiéis também são sujeitos políticos, na medida em que vivem a realidade social, sentem os impactos das decisões do poder público e têm o direito garantido constitucionalmente de se posicionar. A participação política não anula a fé, tampouco descaracteriza a missão religiosa; ao contrário, pode ser um desdobramento do compromisso com justiça social, cidadania e defesa da dignidade humana.

No caso do pastor Rômulo Santos, sua trajetória revela coerência entre discurso e prática: a atuação pastoral caminha lado a lado com o trabalho social e o engajamento comunitário. Em um contexto de rápidas mudanças sociais e políticas, líderes religiosos são chamados a estar atentos, informados e participativos, contribuindo para o debate público de forma responsável e democrática.

A pluralidade de opiniões dentro das igrejas reflete a própria diversidade da sociedade brasileira. Defender o direito de pastores se posicionarem politicamente é, acima de tudo, defender a democracia, a liberdade de expressão e o respeito às diferentes formas de participação cidadã.