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POLÊMICA DOS CACHÊS: PREFEITURA DO RECIFE PAGOU O MESMO VALOR QUE OLINDA POR SHOW DE BANDA NO CARNAVAL

Alexandre Santos Alexandre Santos Seguir Publicado em 11/02/2026 · 1 mins de leitura
POLÊMICA DOS CACHÊS: PREFEITURA DO RECIFE PAGOU O MESMO VALOR QUE OLINDA POR SHOW DE BANDA NO CARNAVAL
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A polêmica da farra dos cachês que trata de pagamentos para blocos, bandas e agremiações no período carnavalesco revela que gestões municipais têm realizado contratos com valores parecidos de algumas atrações.

Isso porque a gestão João Campos (PSB) acertou, em 2024 e 2025, com a questionada Banda Arreda e Dance pelo mesmo valor negociado com o município de Olinda. Reportagem apresentada pelo Marco Zero Conteúdo mostrou que um específico show teria gerado algum tipo de benefício financeiro a grupo político.

A atração em questão, amplamente mencionada pela oposição olindense, se apresentou por duas vezes no Carnaval do Recife, sendo uma em 2024 e outra em 2025 e recebeu o mesmo montante, sendo R$ 50 mil em cada apresentação. Já no município de Goiana, gerido pelo prefeito Marcílio Régio (PP), aliado do PSB e que teve a presença de João Campos durante campanha eleitoral pedindo voto ao prefeito Marcílio, recebeu pelo show realizado em 2024, um cachê na quantia de R$ 54 mil.

Desta forma, o valor médio da contratação da Banda Arreda e Dance em apresentações é praticamente o mesmo pago pela Prefeitura de Olinda, conforme as notas fiscais emitidas e obtidas com exclusividade pelo site Portal de Prefeitura.

O pagamento de valores diferenciados para agremiações carnavalescas, levando em consideração seu histórico e tradição, ocorre de forma natural nas cidades do Recife e Olinda. O procedimento adotado pelas gestões prioriza aquelas troças que são da terra e engrandece por anos o período momesco nas respectivas cidades.

Entenda polêmica

A repercussão ganhou força, nos últimos dias, após uma reportagem escrita pelo Marco Zero Conteúdo na segunda-feira, 9 de fevereiro. Segundo a apuração do site, foram encontradas relações de parentescos entre os sócios de algumas das produtoras que mais receberam pagamento no Carnaval e que agenciaram esse tipo de show.

A polêmica utiliza, como exemplo, a Banda Arreda e Dance, que recebeu os valores de R$ 50.000,00 para realizar as apresentações nos últimos cinco anos durante a festa de Momo, totalizando então R$ 250 mil pagos, no carnaval de Olinda de 2025.