A recente saída de vários secretários municipais abre caminho para uma possível recomposição política na gestão e, ao mesmo tempo, pode gerar mudanças diretas na Câmara Municipal de Olinda. Isso porque, caso a prefeita opte por nomear vereadores para comandar pastas, as vagas no Legislativo serão automaticamente ocupadas pelos suplentes, conforme determina a legislação eleitoral.
O movimento é comum em momentos de ajuste administrativo e articulação política, sobretudo quando o Executivo busca fortalecer a base aliada, oxigenar secretarias ou ampliar a governabilidade.
De acordo com a atual composição e a ordem de suplência, a eventual escolha de vereadores para o secretariado produziria os seguintes desdobramentos:
• PSD: se um vereador do partido for nomeado secretário, quem assume a vaga é Flávio Nascimento
• Federação PT–PV–PCdoB: a vereança passa a ser ocupada por Rafaela Crispim
• Avante: assume Tostão de Olinda
• Agir: a cadeira fica com Mateus Olinda Ordinária
• MDB: entra Jacó Projeto de Deus
• PL: quem assume é Jojo Guerra
• DC: a vaga passa para Edinho Doído
A movimentação pode alterar o equilíbrio interno da Câmara, renovar o debate legislativo e abrir espaço para novas lideranças. Ao mesmo tempo, reforça a prática de integração entre Executivo e Legislativo, típica de períodos de reorganização administrativa.
Nos bastidores, a expectativa é de que qualquer decisão leve em conta capacidade técnica, articulação política e impacto institucional, já que a escolha de vereadores para o secretariado não afeta apenas o governo, mas também a dinâmica do parlamento municipal.
Até o momento, não há confirmações oficiais sobre nomes ou pastas, mas o cenário está posto: a dança das cadeiras pode redesenhar o mapa político de Olinda nos próximos dias.
Alexandre Santos
MUDANÇAS NO SECRETARIADO DE OLINDA: QUATRO NOMES DEIXAM A GESTÃO MUNICIPAL